Uma cidadã norte-americana, Cozann, tornou-se um exemplo contundente dos perigos da relação entre a saúde mental e os hábitos alimentares, ao superar um quadro de obesidade mórbida e um subsequente acidente vascular cerebral (AVC). Seu relato à CBN News detalha como o uso da comida como mecanismo de enfrentamento para emoções negativas, como tristeza e tédio, a levou a atingir 117 quilos e a enfrentar sérias complicações de saúde, incluindo um AVC, uma das consequências mais devastadoras.
O caso de Cozann ilustra a complexa questão da “fome emocional”, um fenômeno em que indivíduos recorrem à alimentação não por necessidade fisiológica, mas para gerenciar sentimentos. Especialistas em nutrição e psicologia explicam que, quando não tratada, essa condição frequentemente resulta em escolhas alimentares inadequadas e um ganho de peso progressivo. Esse padrão comportamental é frequentemente associado a estresse, ansiedade e depressão, criando um ciclo vicioso de consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional.
A obesidade, condição central na experiência de Cozann, é reconhecida globalmente como uma epidemia de saúde pública. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que as taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975, com mais de 1,9 bilhão de adultos no mundo classificados como overweight e 650 milhões como obesos em 2016. Esta condição é um fator de risco primordial para diversas doenças crônicas não transmissíveis, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer, exercendo uma pressão significativa sobre os sistemas de saúde.
A jornada de Cozann atingiu um ponto crítico com o diagnóstico de um AVC. Um acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as células cerebrais de oxigênio e nutrientes e causando sua morte. A obesidade aumenta significativamente o risco de AVC ao promover condições como hipertensão arterial, colesterol alto e diabetes – todos precursores bem estabelecidos de eventos cerebrovasculares. A presença de excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, também pode contribuir para estados inflamatórios e maior propensão à formação de coágulos.
A história de Cozann serve como um lembrete veemente da interconexão entre saúde mental, padrões alimentares e bem-estar físico. Ela sublinha a urgência de uma abordagem integrada e multidisciplinar para o tratamento da obesidade e suas comorbidades, envolvendo não apenas nutricionistas e médicos, mas também profissionais de saúde mental. Buscar apoio especializado é crucial para identificar e tratar as raízes emocionais dos comportamentos alimentares disfuncionais, oferecendo caminhos para a recuperação e a prevenção de consequências graves como o AVC.