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Repressão Religiosa: Autoridades Chinesas Demolem Igreja e Detêm Fiéis em Wenzhou

A Igreja Yazhong foi coberta por lonas e a cruz foi retirada. (Foto: ChinaAid).

Em mais um episódio da crescente repressão religiosa na China, autoridades demoliram a Igreja Yazhong, um proeminente templo protestante não registrado, na cidade de Wenzhou, província de Zhejiang. Durante a operação de destruição, quatro membros da congregação foram detidos, intensificando a campanha do Partido Comunista Chinês (PCC) contra comunidades de fé que operam fora do controle estatal.

A demolição é o ápice de uma série de ações governamentais contra a Igreja Yazhong, também conhecida como Igreja Yayang, que vinha enfrentando perseguição desde o ano anterior. Em meados de dezembro, uma ação policial massiva resultou na prisão de 103 fiéis e na subsequente tomada do controle do edifício. Nas semanas que antecederam a destruição, a igreja foi lacrada, barreiras foram impostas para restringir o acesso, e a cruz vermelha que adornava o topo da estrutura foi removida, com o prédio sendo coberto por lonas escuras.

Recusa em Acatar Imposições Estatais

A perseguição à Igreja Yazhong se intensificou após sua recusa em acatar imposições do PCC, como a obrigatoriedade de exibir a bandeira chinesa em suas instalações. Funcionários do governo já haviam invadido o templo anteriormente, demolindo parte do muro externo e instalando um mastro da bandeira, o que provocou protestos dos cristãos.

Bob Fu, presidente da ChinaAid, organização dedicada à defesa dos direitos religiosos na China, reiterou que o regime chinês busca silenciar e, por vezes, destruir qualquer igreja que se recuse a submeter-se ao poder estatal, independentemente de seu envolvimento político. Ele enfatizou que a situação reflete um "grande conflito entre fiéis e o poder do Estado".

Wenzhou: A 'Jerusalém da China' Sob Pressão

Wenzhou, historicamente apelidada de "Jerusalém da China" devido à sua significativa população cristã e ao grande número de igrejas, tem sido um dos principais focos dessa crescente repressão governamental. Bob Fu lamentou profundamente a contínua opressão sobre a fiel comunidade cristã da região, expressando que, embora o edifício físico tenha sido destruído, "nossas orações não foram reduzidas a escombros".

O incidente em Wenzhou é parte de um padrão mais amplo de restrições à liberdade religiosa na China, que ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas. Esta classificação destaca o país como um dos locais mais desafiadores globalmente para a prática do cristianismo, sublinhando a persistência de desafios para as comunidades de fé que buscam operar independentemente do controle governamental.

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