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Ação Heroica: Como um Rabino Messiânico Salvou 50 Mil Judeus na Bulgária Durante o Holocausto

Equipe G. Gospel

Em um dos capítulos mais notáveis e, por vezes, menos difundidos da Segunda Guerra Mundial, o Rabino Daniel Zion, um judeu messiânico proeminente, emergiu como figura central na salvação de aproximadamente 50 mil judeus búlgaros do extermínio nazista. Sua corajosa intervenção junto às autoridades do Reino da Bulgária, que culminou em 1943, impediu que esta comunidade fosse deportada para os campos de concentração, desafiando a pressão do regime de Adolf Hitler e marcando um feito significativo de resistência durante o Holocausto.

A Ousadia em Meio à Perseguição

A história, que ganha destaque na esteira do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado anualmente em 27 de janeiro (data da libertação de Auschwitz em 1945), revela a complexidade da Bulgária durante o conflito. Embora aliada ao Eixo, a nação balcânica se distinguiu por uma resistência notável à deportação de seus próprios cidadãos judeus, ao contrário de outros territórios controlados ou ocupados pelos nazistas. Neste contexto, o Rabino Zion, junto a outros líderes religiosos e civis, teve um papel crucial.

De acordo com o autor Avi Mizrachi, que narra os eventos em seu livro “Legacy of Hope” (“Legado de Esperança”), o Rabino Daniel Zion confrontou diretamente o Rei Bóris III da Bulgária. Em um ato de suprema audácia, ele teria entregue uma carta ao monarca, advertindo-o das consequências divinas caso os judeus búlgaros fossem entregues aos nazistas. Esta advertência, pautada em princípios morais e religiosos, gerou um temor reverente no governo búlgaro e no próprio rei, influenciando decisivamente a suspensão das deportações planejadas para os campos de extermínio.

O Legado de Daniel Zion: Fé e Identidade Judaica

A figura de Daniel Zion é particularmente relevante por sua identidade como um judeu que acreditava em Jesus (Yeshua) como o Messias – uma crença central para os judeus messiânicos. Este aspecto de sua vida é apontado por Avi Mizrachi e sua filha, D’vora, como um testemunho poderoso que ressoa até hoje em Israel e em comunidades judaicas ao redor do mundo.

Para D’vora Mizrachi, a narrativa de Zion serve para demonstrar que a fé em Jesus não anula a identidade judaica. Pelo contrário, ela pode coexistir com um profundo compromisso com o povo judeu e sua herança. “Ele foi um herói para o nosso povo, alguém que fez algo grandioso”, explica D’vora, enfatizando que Daniel Zion permaneceu judeu, imigrou para Israel e fez parte da construção da nação, tornando-se um exemplo inspirador que facilita o diálogo sobre fé entre judeus e cristãos messiânicos.

Enfrentando o Antissemitismo Contemporâneo

A mensagem do livro “Legacy of Hope” adquire uma relevância ainda maior no cenário atual, marcado por um preocupante aumento global do antissemitismo. Incidentes de ódio e violência contra comunidades judaicas têm sido registrados em diversas cidades, como Manchester, Washington e Sydney, sublinhando a necessidade de solidariedade e ação.

D’vora Mizrachi destaca que a principal lição da história de Daniel Zion para os cristãos é a importância de não se calar diante da injustiça. Ela enfatiza que a fé se manifesta não apenas em oração, mas também em ações concretas de acolhimento e resistência. “Eles não desistiram. Oraram, acolheram judeus em suas casas e igrejas e agiram de forma prática para salvá-los”, afirma. O apelo é para que, mesmo diante de riscos, as pessoas se posicionem ao lado do povo judeu, reconhecendo seu papel fundamental no plano maior de Deus.

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