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Interrupção Violenta de Culto em Minnesota por Ativistas Pró-Imigração Desencadeia Investigação Federal

Portal Impacto Gospel

O episódio na Cities Church, em St. Paul, levanta um complexo debate jurídico e social sobre os limites do direito ao protesto e a garantia constitucional da liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Um incidente de grave repercussão foi registrado recentemente em St. Paul, Minnesota, quando um culto dominical na Cities Church foi violentamente interrompido por ativistas. O grupo, que protestava contra as políticas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), provocou uma forte condenação do pastor Jonathan Parnell e desencadeou a abertura de uma investigação federal pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A Interrupção e a Reação da Comunidade Religiosa

A invasão do espaço sagrado durante o serviço gerou indignação generalizada. O pastor Jonathan Parnell descreveu a ação dos manifestantes como 'inaceitável' e 'vergonhosa', reiterando o compromisso de salvaguardar a congregação. Ele enfatizou que 'é vergonhoso interromper uma reunião pública de cristãos em adoração', expressando a violação da santidade do momento. Vídeos do confronto circularam amplamente em plataformas digitais, amplificando a condenação pelo desrespeito a um local de culto e ao direito de adoração pacífica. Durante o tumulto, o líder religioso reafirmou o propósito central da reunião, declarando: 'Estamos aqui para adorar Jesus, porque essa é a esperança destas cidades, essa é a esperança do mundo: Jesus Cristo', destacando a adoração como alicerce da identidade comunitária.

Conflito de Direitos e Repercussões Amplas

O episódio mobilizou críticas de diversas frentes, acentuando a complexa intersecção de direitos fundamentais. O evangelista Franklin Graham caracterizou o evento como um ataque que incluiu 'gritos, xingamentos e acusações' dirigidos a crianças, jovens e famílias. Graham apontou a ironia da situação, onde ativistas, ao supostamente defenderem direitos, infringiram a liberdade de culto garantida a cidadãos americanos. A Constituição dos EUA assegura tanto a liberdade de expressão e de reunião quanto a liberdade religiosa, colocando em xeque o equilíbrio entre essas garantias. A Convenção Batista de Minnesota–Wisconsin, em nota, classificou o ocorrido como um 'trauma inaceitável', ecoando a percepção de violação e desrespeito. Observadores e usuários de redes sociais manifestaram repúdio à invasão de um espaço de adoração, questionando a legitimidade da tática empregada pelos manifestantes contra as operações do ICE, uma agência federal de aplicação da lei de imigração.

Investigação Federal e a Aplicação da Lei FACE

Em resposta ao incidente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou a abertura de uma investigação federal. Harmeet Dhillon, assistente do Procurador-Geral para Direitos Civis na pasta, informou que o órgão está apurando 'possíveis violações da lei federal FACE'. A Lei Freedom of Access to Clinic Entrances (FACE) foi promulgada para criminalizar o uso ou ameaça de força com o intuito de 'ferir, intimidar ou interferir' em qualquer indivíduo que busque ou forneça serviços protegidos, o que inclui, por interpretação legal, locais de culto. Embora frequentemente associada à proteção de clínicas de saúde reprodutiva, sua abrangência legal estende-se a igrejas e outros espaços religiosos. Infrações a esta legislação podem resultar em multas substanciais e severas penas de prisão, sublinhando a gravidade das acusações em pauta.

Esclarecimento de Envolvimento

Em meio à repercussão, o ex-âncora da CNN Don Lemon, cujo nome foi associado aos protestos em algumas publicações online, negou qualquer participação ativa no evento. Ele esclareceu publicamente que sua presença no local foi estritamente para fins de 'prática jornalística', refutando qualquer vínculo com a organização ou execução da interrupção do culto.

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