Uma pequena comunidade no oeste do Canadá foi palco de um ataque brutal na última terça-feira, 10 de outubro, quando dez pessoas perderam a vida e outras 25 ficaram feridas. O incidente ocorreu na Tumbler Ridge Secondary School, localizada em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, e teve início em uma residência próxima, culminando com o suicídio da atiradora, identificada como Jesse van Rootselaar, de 18 anos.
A tragédia mobilizou equipes de emergência e autoridades policiais em uma corrida contra o tempo. Cinco adolescentes, com idades entre 12 e 13 anos, estão entre as vítimas fatais. Antes de invadir a instituição de ensino, a agressora assassinou a própria mãe e o meio-irmão em sua residência, conforme divulgado pela Polícia Montada Real Canadense (RCMP). A motivação exata por trás dos crimes, que deixaram a comunidade em choque, permanece sob intensa investigação.
Resposta Imediata e Apoio Comunitário
Em um esforço para prestar apoio às vítimas e seus familiares, equipes de capelães da Equipe de Resposta Rápida Billy Graham (BG-RRT) foram imediatamente deslocadas para Tumbler Ridge. Tristan Klasson, líder da BG-RRT no Canadá, expressou profundo pesar e reforçou o compromisso da organização em oferecer suporte emocional e espiritual através de profissionais treinados para lidar com crises traumáticas.
Josh Holland, vice-presidente da BG-RRT Global, salientou a repercussão do incidente, que gerou ondas de choque e tristeza em escala internacional. Ele enfatizou a importância da missão dos capelães em transmitir uma mensagem de compaixão e esperança, fundamentada em princípios religiosos, às famílias e indivíduos diretamente afetados por este evento devastador.
Contexto da Investigação e Precedentes Históricos
Durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 11 de outubro, a vice-comissária da RCMP da Colúmbia Britânica, Dwayne McDonald, revelou que Jesse van Rootselaar havia iniciado um processo de transição de gênero seis anos antes dos eventos. Informações da BBC News indicam que a residência da jovem foi alvo de múltiplas chamadas policiais nos anos recentes, muitas delas relacionadas a questões de saúde mental, com alguns incidentes envolvendo o porte ou uso de armas de fogo.
Após o início do tiroteio, as autoridades emitiram uma ordem de confinamento para toda a cidade de Tumbler Ridge, que perdurou por várias horas. Escolas primárias e secundárias da região permaneceram fechadas pelo restante da semana, e uma faculdade local também suspendeu suas operações. Relatos de testemunhas indicam que, durante a emergência, estudantes e professores improvisaram barricadas em salas de aula para se protegerem enquanto a polícia realizava a evacuação do prédio.
Este massacre é classificado como o terceiro mais letal por armas de fogo na história do Canadá e, notavelmente, o mais grave já registrado em uma instituição de ensino no país. O episódio se soma a uma série de ataques trágicos, como o de 2020 na Nova Escócia, que ceifou 23 vidas, e o tiroteio universitário em Montreal em 1989, que vitimou 14 mulheres. A pequena Tumbler Ridge, com uma população de aproximadamente 2.400 habitantes, agora enfrenta o imenso desafio de curar as profundas cicatrizes deixadas por este evento sem precedentes, que questiona a tranquilidade normalmente associada à nação canadense e reacende o debate sobre saúde mental e controle de armas.