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México em Crise: Violência de Cartel Interrompe Atividades Religiosas e Mobiliza Forças Armadas

Uma onda de violência atingiu o México. (Foto: Reprodução/YouTube/New York Post).

Comunidades religiosas em diversos estados do México, notadamente em Jalisco e Guanajuato, foram forçadas a suspender celebrações e atividades devido a uma severa onda de violência deflagrada pelo Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). A escalada de ataques se manifestou nos últimos dias, após uma operação militar de grande envergadura que teria visado a cúpula da organização criminosa, incluindo o suposto líder Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', cujo falecimento não foi oficialmente confirmado pelas autoridades mexicanas. A retaliação do cartel levou ao fechamento de estabelecimentos, evacuações e à declaração de estado de alerta por parte do governo.

A onda de violência, que se espalhou por cerca de 20 dos 32 estados do país, foi uma resposta direta à operação militar realizada no domingo, dia 22. Membros do CJNG orquestraram bloqueios de rodovias com veículos incendiados, ataques a postos de gasolina, estabelecimentos comerciais e instituições bancárias, além de confrontos diretos com agentes de segurança. As ações criminosas resultaram em aproximadamente 75 mortes, entre integrantes do cartel e membros das forças de segurança, intensificando a instabilidade na região.

O impacto sobre as instituições religiosas foi imediato e direto. Em Guanajuato, por exemplo, um veículo foi incendiado nas proximidades de um templo durante a realização de um funeral, forçando a interrupção da cerimônia. A Missão Portas Abertas relatou que algumas igrejas cancelaram completamente suas atividades, enquanto outras optaram por encerrar reuniões mais cedo, buscando garantir a segurança de seus membros.

Ameaças a Líderes Religiosos e Apelo por Orações

Líderes cristãos em Jalisco relataram ter recebido ameaças explícitas. Um pastor local, cuja identidade foi preservada por segurança, afirmou ter sido instruído a permanecer em casa e cancelar todas as atividades, sob pena de morte em caso de desobediência. Evelyn Ramírez, membro da equipe da Portas Abertas no México (nome alterado por segurança), descreveu o cenário como crítico, com ruas desertas, escolas e comércios fechados, e a população impossibilitada de sair de suas residências. Em seu apelo, Ramírez solicitou a continuidade das orações pela restauração da ordem no país.

A Portas Abertas, uma organização que monitora a perseguição religiosa, emitiu um alerta de oração global, instando a comunidade internacional a interceder pela paz e estabilidade em Jalisco e nos demais estados afetados. O objetivo é clamar por proteção para famílias e comunidades, e para que, em meio à adversidade, os cristãos possam manter e testemunhar a esperança, um pilar fundamental de sua fé.

Resposta Governamental e Estado de Emergência

Diante da gravidade da situação, na terça-feira (23), o governo mexicano mobilizou cerca de 10 mil militares para reforçar a segurança e proteger a população, com foco especial em Jalisco, o epicentro da operação contra o narcotráfico. A administração pública declarou 'alerta vermelho' e ativou protocolos de emergência, recomendando aos moradores que não saíssem de suas casas. Na capital do estado, Guadalajara, medidas preventivas incluíram a evacuação do aeroporto e de um hospital, sublinhando a seriedade das ameaças à segurança pública.

Contexto da Violência de Cartéis no México

A violência de cartéis de drogas é uma realidade complexa e persistente no México, marcando o cenário socioeconômico e político há décadas. Grupos como o CJNG, um dos mais poderosos e violentos do país, disputam o controle de rotas de tráfico, territórios e atividades ilícitas, frequentemente resultando em confrontos brutais com forças de segurança e entre si. A capacidade desses grupos de paralisar cidades e ameaçar instituições demonstra o desafio contínuo que o Estado mexicano enfrenta para restaurar a soberania e a segurança em vastas áreas do território nacional, impactando diretamente a vida civil e a liberdade religiosa.

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