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Polilaminina: Pesquisa Brasileira Aponta Nova Esperança na Regeneração de Lesões Medulares

Portal Impacto Gospel

Um desenvolvimento científico de mais de duas décadas, liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe à luz a polilaminina, uma molécula sintética que se mostra promissora na regeneração de lesões na medula espinhal. Esta inovação oferece uma perspectiva significativa para a recuperação de movimentos em pacientes diagnosticados com paraplegia e tetraplegia resultantes de traumas, com resultados preliminares que suscitam otimismo na comunidade médica e científica.

A polilaminina, desenvolvida sob a coordenação da cientista Tatiana Coelho de Sampaio, é um análogo sintético da laminina – uma proteína naturalmente presente no corpo humano e fundamental para o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso. Sua ação principal consiste em estimular a reconexão de fibras nervosas danificadas ou rompidas, um processo crucial para a restauração da funcionalidade em áreas comprometidas por traumas medulares. A busca por soluções eficazes para lesões medulares é um dos grandes desafios da medicina moderna, dada a complexidade intrínseca da regeneração neural.

Os estudos experimentais iniciais revelaram dados encorajadores. Em um grupo de oito pacientes com lesão medular grave e prognóstico inicial de não recuperação motora, seis demonstraram melhora parcial da função e um conseguiu reverter o quadro a ponto de retomar a capacidade de locomoção. A Dra. Sampaio enfatiza que a eficácia do tratamento é notavelmente maximizada quando a administração da polilaminina ocorre dentro de um intervalo crítico de 72 horas após a lesão, período considerado uma janela terapêutica essencial para a intervenção.

Primeira Aplicação no Brasil e Perspectivas Futuras

O Brasil registrou o primeiro paciente a ser submetido ao tratamento experimental com a polilaminina: o militar Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos. Após sofrer tetraplegia em virtude de um acidente com arma de fogo, Nunez teve acesso ao medicamento por meio de uma determinação judicial. Apenas doze dias após a aplicação do composto no Hospital Militar de Área de Campo Grande, o jovem apresentou indícios de recuperação, conseguindo movimentar a ponta de um dos dedos da mão.

A pesquisadora reitera a importância do tempo hábil na aplicação, alertando que a administração fora do período ideal de 72 horas pode não garantir os mesmos resultados benéficos. Ela destaca que, em casos de lesões crônicas, com duração superior a três ou quatro meses, a complexidade patológica inerente ao processo dificulta consideravelmente a regeneração neural. Atualmente, a polilaminina continua em fase de rigorosos estudos clínicos e avaliações pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para, futuramente, obter a aprovação necessária e ser disponibilizada para uso terapêutico.

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